Uma das principais exigências regulatórias na área da saúde, o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) é um reflexo da qualidade assistencial e da eficiência das operadoras de planos de saúde.
Trabalhar os fatores que compõem este índice é uma oportunidade de destacar sua operadora no mercado, reforçar a confiança dos clientes e, principalmente, trabalhar em prol de uma saúde suplementar mais eficiente e humana.
Este guia oferece insights essenciais para gestores e administradores que desejam otimizar seu desempenho nesta qualificação.
Boa leitura!
O que é o IDSS?
O IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar) é um indicador criado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para avaliar as operadoras de planos de saúde com base em critérios como qualidade do serviço, compliance e estabilidade financeira.
Ele funciona como um guia para os beneficiários, mostrando de forma transparente quais operadoras oferecem serviços de qualidade, seguem boas práticas de mercado e estão alinhadas com os padrões regulatórios.
Por meio deste índice, a ANS busca promover a melhoria contínua no setor, incentivando operadoras a aprimorarem sua gestão e atendimento.
Ele também é uma ferramenta de escolha para quem quer contratar um plano de saúde, já que permite comparar diferentes operadoras com base em avaliações detalhadas, garantindo uma decisão mais informada.
Como funciona a avaliação do IDSS?
A avaliação do IDSS é feita anualmente e considera quatro dimensões principais, cada uma responsável por medir aspectos específicos da atuação das operadoras. Os componentes analisados incluem:
- Qualidade em Atenção à Saúde: avalia a promoção da saúde, prevenção de doenças e acompanhamento de condições crônicas;
- Garantia de Acesso: mede a rapidez e eficiência no atendimento aos beneficiários;
- Sustentabilidade de
- Mercado: verifica a estabilidade financeira da operadora;
- Gestão de Processos e Regulação: examina o cumprimento de normas e prazos regulatórios.
Esses dados são obtidos de sistemas como o Padrão TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) e relatórios regulatórios enviados à ANS.
Cada dimensão recebe uma nota, que compõe o índice geral (de 0 a 1).
Essa metodologia ajuda a identificar tanto os pontos fortes quanto as áreas que precisam de melhoria, permitindo que as operadoras criem estratégias para otimizar seus resultados.
Quais são os indicadores do IDSS?
As quatro dimensões do IDSS sustentam — e complementam — uma parte essencial do planejamento da saúde suplementar e garantem que tudo funcione de forma equilibrada.
Cada uma delas considera uma série de indicadores específicos para chegar a uma nota final. No total, são cerca de 33 a 34 indicadores distribuídos entre os pilares do índice.
Na dimensão IDQS (Qualidade em Atenção à Saúde), por exemplo, alguns dos indicadores são: proporção de parto cesáreo, taxa de consultas de pré-natal e proporção de procedimentos preventivos em saúde bucal.
Vamos explorar cada uma delas com mais profundidade:
1. Qualidade em Atenção à Saúde (IDQS)
Ela mede como a operadora cuida dos beneficiários, indo além de tratamentos e focando na prevenção e na promoção de uma vida saudável. Aqui, entram ações como:
- Programas de prevenção de doenças, como campanhas de vacinação e exames preventivos;
- Gestão de doenças crônicas, garantindo que pacientes com diabetes ou hipertensão, por exemplo, tenham acompanhamento contínuo e eficiente.
É a parte que mostra como a operadora trata e se preocupa com o bem-estar futuro dos seus clientes.
2. Garantia de Acesso (IDGA)
Esse é o compromisso com a porta aberta. A Garantia de Acesso avalia se o beneficiário consegue realmente utilizar os serviços prometidos no contrato, e no tempo certo.
Isso inclui:
- Acessibilidade a consultas, exames e procedimentos, respeitando os prazos estabelecidos pela ANS;
- Disponibilidade de uma rede credenciada adequada e bem distribuída.
Aqui, a pergunta é: “se o beneficiário precisar de atendimento, a operadora conseguirá entregar de forma rápida e eficiente?”
3. Sustentabilidade no Mercado (IDSM)
A sustentabilidade de mercado mede a saúde financeira da operadora. Afinal, não adianta prestar bons serviços hoje se, no futuro, não houver recursos para continuar. Esse pilar considera:
- A relação entre os custos com atendimento médico e as receitas obtidas (sinistralidade);
- A capacidade da operadora de manter reservas financeiras obrigatórias para emergências.
É a dimensão que garante a continuidade dos serviços, com segurança para operadoras e beneficiários.
4. Gestão de Processos e Regulação (IDGR)
Por último, mas não menos importante, temos o pilar da conformidade. Ele avalia se a operadora está alinhada com as regras e prazos definidos pela ANS, garantindo a transparência e a eficiência.
Aqui entram:
- Envio de dados regulares à ANS, como o Padrão TISS;
- Resolução de demandas e cumprimento de normas regulatórias.
Essas quatro dimensões, juntas, formam o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, permitindo que as operadoras saibam onde estão acertando e onde precisam ajustar o foco.
Você pode explorar a lista com os indicadores avaliados em cada dimensão para entender especificamente quais quesitos são considerados no Programa de Qualificação de Operadoras da ANS.
Por que o IDSS é importante para as operadoras de saúde?
Existem diversas vantagens de fazer a qualificação. Entre elas, podemos destacar:
- Reconhecimento de mercado: operadoras com notas altas têm maior credibilidade e atraem novos clientes;
- Transparência: promove comparabilidade entre operadoras, beneficiando consumidores e atraindo parceiros;
- Incentivo à qualidade: metas anuais estimulam melhorias nos serviços e processos internos;
- Conformidade regulatória: o índice também serve como base para a fiscalização da ANS, além de incentivar as operadoras a revisar processos e corrigir falhas de forma proativa;
- Maior eficiência operacional: o foco em indicadores de qualidade e gestão de saúde suplementar ajuda a reduzir custos operacionais desnecessários, melhorar a produtividade e o fluxo de tarefas internas.
Como é calculado o IDSS?
O cálculo do IDSS considera uma média ponderada da nota obtida em cada um dos quatro critérios avaliados. Cada dimensão tem um peso diferente, definido na Resolução Normativa 505/2022:
Esse cálculo é um processo técnico e rigoroso, que traduz o desempenho das operadoras de saúde em uma escala de 0 a 1, onde 1 representa a excelência.
Vamos entender com um exemplo. Suponha que uma operadora obtenha as seguintes notas:
- IDQS (Qualidade): 0,85, com peso de 40%;
- IDGA (Acesso): 0,75, com peso de 30%;
- IDSM (Sustentabilidade): 0,90, com peso de 20%;
- IDGR (Regulação): 0,80, com peso de 10%.
Neste caso, o cálculo seria:
(0,85 x 0,4) + (0,75 x 0,3) + (0,90 x 0,2) + (0,80 x 0,1) = 0,825.
Para chegar a esse índice, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) utiliza dados fornecidos pelas operadoras e sistemas regulatórios, como o Padrão TISS, analisando o desempenho nas quatro dimensões principais.
Vale lembrar que cada pilar considera diferentes indicadores, que podem ser conferidos naquela lista mencionada anteriormente.
Com isso em mente, vamos entender como funciona o cálculo do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar na prática, passo a passo.
1. Coleta de dados confiáveis
Primeiro, a ANS reúne informações fornecidas pelas operadoras e por sistemas de monitoramento.
Esses dados incluem:
- Indicadores de qualidade e prevenção em saúde (exames preventivos, gestão de doenças crônicas, etc.);
- Dados financeiros e de sustentabilidade (sinistralidade e reservas financeiras);
- Informações sobre o cumprimento de prazos e normas regulatórias.
A ANS define um prazo para envio dos dados, que depois são auditados para garantir precisão e confiabilidade.
Para avaliação dos serviços prestados no ano-base de 2024, por exemplo, as operadoras tiveram até 30 de abril de 2025 para enviar as informações.
Uma preliminar dos resultados deve ser divulgada no segundo semestre de 2025 — quando também abre-se espaço para que as operadoras questionem seus resultados antes da divulgação final da qualificação.
2. Aplicação de pesos para cada dimensão
Como mencionamos, as quatro dimensões do IDSS têm pesos diferentes, de acordo com a sua relevância no setor. A pontuação de cada dimensão contribui proporcionalmente para o cálculo final:
- Qualidade em Atenção à Saúde (IDQS): maior peso, pois reflete o impacto direto na saúde dos beneficiários;
- Garantia de Acesso (IDGA): avalia a acessibilidade aos serviços contratados;
- Sustentabilidade no Mercado (IDSM): mede a estabilidade financeira da operadora;
- Gestão de Processos e Regulação (IDGR): analisa o alinhamento com as normas da ANS.
O peso de cada dimensão pode variar ao longo dos ciclos avaliativos, conforme as prioridades da ANS para o setor.
3. Cálculo das notas individuais por indicador
Cada dimensão é composta por indicadores específicos, que são analisados e pontuados separadamente. Por exemplo:
- No IDQS, há indicadores para campanhas de vacinação e exames preventivos;
- No IDGA, são avaliados prazos para consultas e exames;
- No IDSM, é considerada a sinistralidade e a reserva técnica.
Os indicadores recebem notas de 0 a 1, baseadas no desempenho da operadora em comparação com os critérios estabelecidos.
4. Consolidação da nota final
Depois que as notas individuais de cada indicador são calculadas, elas são ponderadas pelo peso da respectiva dimensão.
Por exemplo, uma operadora com bom desempenho em Qualidade em Atenção à Saúde terá sua nota amplificada, já que essa dimensão tem um peso maior.
A soma das notas ponderadas gera o valor final, que é divulgado publicamente.
Como consultar o IDSS?
O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar é público e pode ser consultado por qualquer pessoa no portal da ANS, no Painel Dinâmico do Desempenho das Operadoras de Planos de Saúde.
É possível filtrar os resultados por ano-base, segmento, modalidade, porte e por operadora, o que facilita a consulta tanto para beneficiários quanto para as próprias empresas do setor.
Para o usuário final, o painel criado pela ANS permite realizar um comparativo claro entre operadoras, ajudando a avaliar quais delas oferecem serviços mais consistentes.
Já para as empresas, o acesso permite acompanhar seu posicionamento em relação ao mercado, avaliar o desempenho da concorrência e identificar oportunidades de melhoria.
Como melhorar a qualificação no IDSS?
Para garantir uma boa nota no Programa de Qualificação de Operadoras da ANS, é preciso investir em gestão de qualidade, prevenção em saúde e eficiência nos processos.
Isso não significa, necessariamente, fazer uma grande reestruturação na sua operação. Pequenas melhorias internas já têm um impacto direto na avaliação e podem ajudar a fortalecer a imagem da operadora no mercado.
Separamos algumas boas práticas que podem contribuir para melhorar o desempenho da sua empresa no IDSS, como:
- Investir em atenção primária à saúde: criar e fortalecer programas de prevenção não só reduz custos assistenciais, como também melhora indicadores de qualidade;
- Capacitar equipes: profissionais treinados e bem preparados entregam um atendimento mais eficiente, o que reflete positivamente na satisfação do beneficiário;
- Monitorar indicadores periodicamente: acompanhar resultados internos ao longo do ano, de maneira contínua, permite identificar gargalos e agir antes da consolidação dos dados oficiais;
- Adotar soluções de compliance e auditoria: criar políticas e estruturar processos de compliance ajuda a manter a conformidade com normas regulatórias, contribuindo para a avaliação da regulação;
- Aprimorar processos internos: utilizar tecnologias especializadas no setor de saúde para gerenciar informações garante maior agilidade e precisão nos dados enviados à Agência Nacional de Saúde Suplementar.
TOTVS Saúde Gestor TISS
Imagine poder prever sua pontuação no IDSS e identificar exatamente onde estão as oportunidades de melhoria para tornar sua operadora ainda mais competitiva? Com o TOTVS Saúde Gestor TISS, isso já é uma realidade.
Essa solução foi projetada para ir além do cumprimento das obrigações regulatórias.
Por meio da importação dos seus arquivos padrão ANS, o sistema oferece uma visão detalhada e atualizada sobre a evolução dos seus indicadores que compõem o IDSS, mostrando números mês a mês.
Com isso, você não apenas acompanha seu desempenho, mas também antecipa tendências e age estrategicamente sobre os pontos que precisam de ajustes.
E assim, é possível desfrutar vários benefícios:
- O sistema detecta erros de preenchimento ou lacunas de informações que podem estar impactando negativamente sua nota no IDSS. Assim, você consegue corrigir problemas antes que eles afetem sua avaliação;
- Todas as informações são apresentadas de forma clara e visual, facilitando o monitoramento contínuo da performance da operadora. É como ter uma ferramenta de Business Intelligence específica para a saúde suplementar;
- O acesso é 100% web e mobile, rodando na nuvem própria da TOTVS. Sem necessidade de grandes infraestruturas ou processos complexos de implantação;
- O sistema aceita arquivos gerados por qualquer ERP de mercado, garantindo flexibilidade para diferentes realidades operacionais.
Impulsione a sua nota antecipando indicadores com o TOTVS Saúde Gestor TISS!
Conclusão
Manter o IDSS em alta não é apenas sobre cumprir exigências regulatórias, mas também sobre aproveitar uma oportunidade estratégica para se destacar no mercado de saúde suplementar.
Com planejamento, tecnologia avançada e monitoramento contínuo, sua operadora pode transformar desafios em resultados sólidos.
A jornada para a melhoria começa com o compromisso de evoluir e com uma gestão que prioriza a excelência. O TOTVS Saúde Gestor TISS é a chave para abrir esse caminho, ajudando você a construir um futuro de qualidade e confiança.
E agora, que tal ler sobre Medicina 4.0 para descobrir outras formas de utilizar a tecnologia para impulsionar o setor de saúde?
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